Uma perda intensa de cabelos, que ultrapasse a média de 70 a 100 fios por dia, pode significar que a pessoa sofre de alopécia androgenética (AGA), nome dado à calvície, que pode atingir jovens a partir de 18 anos.
Iniciando o tratamento em um período de de 18 à 30 anos, as chances de um resultado satisfatório e de se evitar a calvície são maiores, pois ainda há tempo de “salvar” alguns folículos pilosos visto que após muito tempo inativos, os folículos não voltam a produzir pêlos, independentemente do medicamento que se utilize.
Uma novidade no tratamento da alopecia androgenética é a Intradermoterapia Capilar, procedimento invasivo não-cirúrgico que o biomédico está habilitado para realizar. Trata-se de uma técnica de origem francesa, extremamente difundida em toda a Europa. Consiste na introdução, através de injeções no couro cabeludo, de substâncias que vão tratar a queda de cabelos e estimular o crescimento de novos fios, com excelentes resultados
Quando os folículos ainda estão saudáveis, utiliza-se medicamentos que inibem a ação da 5-reductase, enzima que converte a testosterona em DHT, o hormônio responsável pelo afinamento e queda dos cabelos que se estende além dos limites fisiológicos desenvolvendo, no correr dos anos, progressivo estados de alopécia.
O uso da finasterida*por essa via reduz a DHT em aproximadamente 70% após 10 sessões. Após 4 meses de tratamento obtém-se uma ótima repilação, ou seja além de reduzir a queda voltam a crescer fios nas área tratadas.
Em geral realiza-se 10 sessões com intervalo de 1 semana seguidas de 5 sessões com intervalo de 15 dias e depois aplicações de manutenção mensais.
A intradermoterapia pode ser utilizada isoladamente ou combinada a tratamentos por via oral ou tópica.
A vantagem do uso bem indicado da intradermoterapia capilar se deve à ação farmacológica dos medicamentos utilizados, associada ao efeito estimulante das picadas da agulha. A gota injetada exerce ação mecânica que estimula a vasodilatação reflexa. Pela via intradérmica os medicamentos não tem o risco de serem metabolizados antes de chegarem ao local de ação, como pelas vias oral ou parenteral. A distribuição do medicamento é mais efetiva e é local, desta forma o risco de efeitos colaterais é praticamente nulo.
Injeções com medicamentos no couro cabeludo não impedem o desenvolvimento da calvície, mas colaboram para o fortalecimento e a renovação dos fios.
A Finasterida (comercializada como Proscar, Propecia, Fincar, Finpecia, Finax, Finast, Finara, Finalop, Prosteride, Gefina, Finasterida IVAX) é um anti-andrógeno, que age inibindo a alfa-redutase tipo II 5-, a enzima que converte a testosterona em diidrotestosterona (DHT). É usado como um tratamento da hiperplasia benigna da próstata (HBP) em doses baixas, e câncer de próstata em doses mais elevadas. Também é indicado para uso em combinação com a terapia da doxazosina para reduzir o risco de progressão da HBP sintomática. Além disso, é registada e utilizada em muitos países para calvície androgenética alopecia.
Olá sou formando em biomedicina este ano de 2016. Meu objetivo é exatamente a terapia capilar. Muito interessante a matéria, mas poderia ter sido mais completa. Meu email - dillmoraisdf@gmail.com
ResponderExcluirOlá sou formando em biomedicina este ano de 2016. Meu objetivo é exatamente a terapia capilar. Muito interessante a matéria, mas poderia ter sido mais completa. Meu email - dillmoraisdf@gmail.com
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